O que você veio fazer no mundo?

O que você veio fazer no mundo?

Acho que estou numa profissão errada! Muitos devem chegar a essa conclusão durante sua carreira. Será que fiz a escolha certa? Será que isso vai me tornar feliz? O que tem de médico que não pode ver gente a sua frente. Cozinheiros que detestam cheiro de alho e cebola. De minha parte, já senti mais prazer sentindo o aroma desses condimentos do que em muitos casos com a perfumaria disponível no mercado. Se tiver que listar as profissões, vamos encontrar garçons, vendedores, motoristas, policiais, professores, a turma da TI, contabilidade, RH, engenheiros e por ai afora que não encontraram a sua missão.

A pergunta é simples: Você está feliz com o que faz? De que adianta acordar cedo, pegar o busão cheio, o Metro lotado, ficar feito sardinha para ir ao trabalho e fazer algo que não está afim. Ou ter que transpor o trânsito caótico, mesmo que sentado no banco de couro, com ar condicionado, pensando na prestação que vai vencer, só para mostrar para o cara da fila ao lado, que nunca mais vai te ver, que você é “o cara” ou para o sujeito da sala ao lado pensar que você é feliz, afinal está “nadando na grana”. A impressão que passa é que todos estão a caminho do matadouro. Quem já viu o olhar do boi antes de ser abatido, deve saber o que exatamente eu quero descrever. Falta alegria, prazer nas coisas mais simples. Vejo jovens executivos e os que ainda não são tão jovens, correndo feitos loucos, acelerados, pisando em quem for necessário para “crescer” na empresa. Pelo visto não aprenderam que não basta TER, o verbo é outro, temos que adentrar urgentemente na era do SER.

Uma multidão de zumbis nos escritórios, aura escura no trânsito não só pela poluição provocada pela fumaça expelida dos escapamentos, mas em grande parte, pelos pensamentos e desejos equivocados daqueles que ali circulam. Não estou falando de religiosidade, falo em falta de objetivos na vida, daí surgiu o título: O que você veio fazer aqui? O que vai deixar de bom para quem está na fila aguardando chegar a esse mundo? Seu filho, sua esposa, seu irmão, seu amigo, seu funcionário ou mesmo o seu vizinho, eles estão aprendendo alguma coisa com você. Eles podem tê-lo como exemplo, alguma vez na vida você será citado por ter feito algo de bom ou será logo esquecido depois da missa de sétimo dia?

Estamos em pleno ano 2016 e ainda temos que gastar uma fortuna para fazer campanha contra dengue, contra o fumo, contra o álcool, não jogue lixo nas ruas. Acho tão imbecil ter que ficar escutando a frase: “Se for dirigir não beba”. Tudo é tão óbvio. Como é obvio o fim dessa turma de zumbis que acabam gastando parte ou o todo em remédios, antidepressivos e planos de saúde. No final quem lucra de verdade é o dono do jazigo ou do crematório. Se as pessoas não conseguem nem fazer o óbvio, o que dirá aquilo que sentem prazer. Poucos conseguem sair dessa rede viscosa que nos imobiliza e nos transformaem zumbis. Poucostêm a coragem de pegar uma trilha mais difícil e alcançar o topo da montanha para ter uma visão mais ampla. Alguns até chegam ao topo, ao andar mais alto das companhias, mas parecem que aí que ficam míopes e não enxerga mais nada a sua frente. A maioria vive como vegetações rasteiras, praga de gramado, ficam enraizados na mesmice.

Devo confessar que a escolha não é fácil. Vão dizer que você é louco, que só mesmo um lunático que opta por deixar cargos, salários altos, regalias por uma vida mais modesta e menos acelerada. Mas se estiver claro o que você veio fazer aqui, terá condições de fazer as melhores escolhas. Verá o que realmente importa na sua vida, estar cercado de zumbis ou passar a maior parte do seu tempo ao lado das pessoas que ama. Nausear na fumaça do trânsito caótico ou respirar um ar mais puro cercado da natureza e caminhar mais do que trocar de marchas, se for inevitável, que seja a marcha da bicicleta.

Claro que vivemos num mundo capitalista, precisamos de dinheiro, temos que pagar as contas no final do mês, isso ninguém está imune, mas a que preço? Trabalhar exclusivamente por dinheiro é um pensamento torto. Pois ele vai e vem, não é a toa que o tratam como ativo circulante. Penso que buscando fazer aquilo que ama, aquilo em que acredita, é o primeiro passo para seguir adiante como diz a música: Com a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo. E mais cedo ou mais tarde a recompensa vem. Seja em ativo circulante ou em mais qualidade de vida.

Se você faz aquilo que ama, se estiver no caminho certo de sua missão, notará que todos esses obstáculos serão invisíveis e terá uma vida feliz. E o melhor, ao final da trilha, correrá o risco de chegar à agradável conclusão que nunca trabalhou na vida. Pois teve uma profissão chamada PRAZER. Do contrário será como na canção do Belchior e Toquinho.

Pequeno Perfil de um Cidadão Comum

Era um cidadão comum como esses que se vê na rua

Falava de negócios, ria, via show de mulher nua

Vivia o dia e não o sol, a noite e não a lua

Acordava sempre cedo (era um passarinho urbano)

Embarcava no metrô, o nosso metropolitano…

Era um homem de bons modos:

“Com licença; – Foi engano”

Era feito aquela gente honesta, boa e comovida

E que caminha para a morte pensando em vencer na vida

Era feito aquela gente honesta, boa e comovida

O Que tem no fim da tarde a sensação da missão cumprida

Acreditava em Deus e em outras coisas invisíveis

Dizia sempre sim aos seus senhores infalíveis

Pois é; tendo dinheiro não há coisas impossíveis

Mas o anjo do Senhor (de quem nos fala o Livro Santo)

Desceu do céu pra uma cerveja, junto dele, no seu canto

E a morte o carregou, feito um pacote, no seu manto.

QUE A TERRA LHE SEJA LEVE.

 

Se você acha que faz sentido, buscar aquilo que ama, que o faz sentir-se pleno, o coração batendo mais forte, mas, de alguma maneira você está com dificuldade em colocar em prática, que tal consultar um profissional de desenvolvimento humano. Tenho certeza que poderei ajudá-lo(a). Como? O primeiro passo é preencher o formulário abaixo. Será um prazer poder caminhar junto nesse novo desafio.

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