O que vai te fazer feliz?

No marketing existe uma infinidade de teorias. Os 4P’s, os 4C’s, os 4W’s e o diabo a 4. Muitos gostam do uso constante de termos em inglês, para deixá-los mais bonitos, target, market share, Balanced Score Card, e por ai vai. Gosto de transmitir essas teorias da maneira mais simples possível, sem invencionices. Olhando para o nosso cotidiano, para a natureza e obtendo as respostas que preciso para os meus questionamentos ou dos meus clientes e alunos.

Estamos sempre aprendendo. Quem consegue ter um mínimo de poder de observação, perceberá que a cada dia que passa está evoluindo. Pra mim esse é o real sentido da vida. Evoluir. Quem parou no tempo, perdeu o sentido de viver. É como parar de pedalar, fatalmente cairá da bicicleta. Em minhas aulas, palestras ou em contato com as pessoas que trabalham ou convivem ao meu redor, tento passar esses conceitos. Para meu espanto, existe uma miopia tremenda quanto ao que de fato estamos fazendo nessa vida.

Vejo grandes empresários, altos executivos perdendo um tempo precioso, querendo a todo custo ganhar mais, ficar mais rico, ter mais poder, abocanhar mercado, mas ai invariavelmente uma pergunta que faço, que, aliás, faz parte das teorias de marketing, deixam essas pessoas com a pulga atrás da orelha.Porque você faz isso? Ou outra mais direta no fígado. O que isso te fará mais feliz? Aqueles que respondem de bate pronto argumentam: Com mais dinheiro, tenho acesso aos prazeres da vida. Iate, carros, mansões, roupas de grife, reconhecimento, status, etc. etc. Sem dúvida, e estão corretos em pensar dessa forma, afinal é um indicador de evolução. Mas a segunda pergunta, normalmente fica sem resposta. Sem perceber esses empresários e executivos entram num círculo vicioso, que como uma droga, não consegue escapar do vício. O fato de buscar desenfreadamente mais dinheiro, como na lei da ação e reação, exigirá mais dedicação, mais responsabilidades, mais cobrança, mais tempo, e sem alternativas, fatalmente lhe fará cortar justamente os momentos destinados aos prazeres da vida. Esse sentimento de acumulo de bens, de poder, de status, leva a perda da privacidade e também a não poder usufruir desses benefícios, tornando-os gradativamente infelizes. Como diz a música, “agente não quer só dinheiro, agente quer dinheiro e felicidade…”.

Convivi e convivo com muitos executivos e empresários. Como de hábito sempre observo as suas manias, atitudes e reações. Esse pessoal é a minha matéria prima, através dessas análises, consigo construir minhas teorias, e de quebra, evoluir, evitando cometer esses mesmos erros. Nos meus 30 anos de trabalho, posso contar nos dedos os profissionais que exalavam felicidade com suas profissões. Ocupavam cargos variados e os fazia por opção, pois eram aquilo que desejavam ou sonharam. Uma copeira de um famoso hotel, o professor de artes do ginásio, o palhaço que visitava a escolinha da minha filha com suas apresentações, uma obstetra, um advogado, um projetista, um médico, um marceneiro, uma cozinheira e um mecânico. E podem notar, nenhum deles era o dono da empresa, o diretor ou o principal executivo. Pode ser que ao serem promovidos, ou ao ocuparem o cargo tão sonhado, ou ainda, por terem conseguido fundar uma empresa e fazer dela um sucesso os façam momentaneamente felizes. Mas passada a euforia, notando que não tem domínio sobre suas vidas ou carreiras são sugados pelo ciclo vicioso, e ai vem à tristeza, frustração ou em alguns casos o flerte com a depressão. Basicamente são os centralizadores que não aprenderam a delegar poder. E digo que isso ocorre por causa de uma simples pergunta não respondida. Por que você faz isso? Ou, O que isso vai te tornar mais feliz?

Casamentos não são concretizados, ou são desfeitos. Filhos não são educados, ou tornam-se órfãos de pais vivos. Empresas com seus quadros de funcionários recheados de zumbis. Aspirar ao topo é ótimo, muito bacana, vamos evoluir, mas tendo um objetivo claro definido. Vamos crescer, não apenas as nossas finanças, mas também a cultura e a moral. Porém antes procure ter a resposta na ponta da língua. O que isso vai te tornar mais feliz? Uma maneira de ajudá-lo na resposta é tentar identificar quem é o seu target, quero dizer, o seu público alvo. Quem você deseja atingir. Quem são as pessoas que você deseja compartilhar essa felicidade, pois uma coisa é certa, como diz a outra música, “é impossível ser feliz sozinho”. Não podia perder a deixa e aproveito para dar uma dica de um dos meus livros, Companheira Solidão que aborda esse assunto. Se tudo que você está fazendo, ou deixando de fazer é para impressionar o seu colega da mesa ao lado, o seu chefe, o presidente de sua empresa, o seu vizinho, o seu cunhado, ou ainda o seu concorrente, já começou errado. Liste as pessoas mais importantes de sua vida, são elas que te fizeram, fazem ou farão você feliz, e para essas pessoas você já impressiona naturalmente do jeito que é. Então porque tanto esforço, desperdício de energia e tempo para querer impressionar quem não está nem ai com você. Pense nisso! E seja feliz.

Agora se você tem dificuldades em encontrar a sua missão, o seu propósito, aquilo que o faz acordar com todo o gás do mundo, que tal procurar a ajudar de um profissional. O Coach possui ferramentas e experiência para fazer as perguntas certas, e, além disso, conduzi-lo aos insights necessários para que tenha a confiança necessária para as tomadas de decisões, e, enfim, ter uma vida mais equilibrada e sentir-se de fato Feliz!

 

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