Meus E-books

Meus E-books

Feliz é pouco! Muito bom descobrir que temos em nós atributos escondidos ou esperando serem lapidados. Explico. Já tinha publicado de maneira independente em 1997, SOBRETUDO, livro de poesia, num projeto onde parte da renda era destinada a AACD, (Associação de Assistência à Criança Deficiente). No entanto, desde o ano 2000, me impus ao desafio de registrar em livros as histórias que ficavam vagando em minha cabeça. Pois bem, de lá pra cá, praticamente tenho escrito um livro por ano. Começo tímido, mas intenso, com: “Os filhos Bastardos do Presidente”. Estávamos ainda respirando o bolor do final da ditadura e queria registrar esse momento. Depois, mais “light” e espiritualizado, surgiu: “Passando tudo a limpo”, onde queria mostrar a importância de sabermos ter equilíbrio em nossas vidas e sabedoria nas escolhas. Para comemorar o momento de êxtase em que estava vivendo, o livro teve uma noite de autógrafo lotada. Em seguida, convivendo profissionalmente em ambientes de muita pose e pouca ação, veio o desejo de escrever “Companheira Solidão” que acabou só sendo lançado em 2008. Depois de tantas coincidências que tomaria um tempo para explicar, escrevi: “A dois passos do paraíso”, contando a minha versão do sumiço de Arlindo Orlando, o famoso caminhoneiro da pequena e pacata cidade de Miracema do Norte. Um sucesso da Blitz nos anos 80. Em 2007 estive pela primeira vez na Europa, conheci alguns países e cidades. Mas em especial, estive em Veneza, a cidade dos sonhos e das paixões avassaladoras. Ali, através da magia do cinema, vivi muitas histórias. Respirar o ar de Veneza, não literalmente, mas espiritualmente, nos remete a um mundo incrível de possibilidades. Anos depois, inspirado nesse dia em que estive em Veneza escrevi: “La Serenissíma”, como é carinhosamente chamada à cidade. Depois lancei: “Poesias In-Twittivas”, o primeiro livro da era Twitter. Em 2010, foi um ano de agenda cheia. Envolvido com as comemorações do Centenário do Corinthians, lancei: “Loucos por ti Corinthians”, um projeto lindo, junto com os torcedores do: Projeto Centenário Loucos por Ti. Tive também o prazer de trabalhar com o Vitor Lima, um fantástico ilustrador que “deu vida e um rosto” para São Jorge, o Santo protetor do Timão. Mas não parou por aí. 2010 também foi o ano Internacional da Biodiversidade, e como tinha um projeto antigo de lançar um livro só de imagens, veio então: “Quintal de casa” um livro saboroso que uniu minhas três paixões: Escrever, jardinagem e fotografia. Não necessariamente nessa ordem. No ano seguinte, depois de um período onde estava envolvido com os cuidados da saúde do meu pai, fiquei distante das letras. Mas um fato me tirou da areia movediça, e me inspirou a escrever: “MIMIMI -Eu sei que você esta lendo”. Romance suspense, que aborda a nova geração, onde tudo é permitido, a influência da internet, a impunidade e o resultado da superproteção dos pais.
Bem, contei toda essa história, para chegar ao ponto que me faz hoje, exatamente nessa data em que publico esse post, ser ainda mais uma pessoa extremamente feliz. Todos esses livros que citei, tem algo em comum: A busca incessante por uma editora parceira na publicação. Fato esse que não ocorreu, e nem vou perder o meu e o seu tempo, tentando entender os motivos. Apenas Loucos por ti Corinthians fugiu à regra e teve uma editora envolvida, o qual agradeço o empenho. Apesar dos contratempos, o livro foi um sucesso de vendas, com a edição esgotada.
Para quem não está envolvido com o mercado editorial, acredita-se que o escritor é um sujeito que vive sem fazer nada, escreve um livro e depois enche os bolsos de dinheiro. Pode ser, mas não aqui no Brasil. Se o sujeito não lamber as botas do editor ou não teve a sorte de nascer com os fundilhos para a lua, mesmo tendo “qualidades literárias” vai ralar para publicar o seu livro. Coloquei qualidades literárias entre aspas, pois é o termo que utilizam nas cartas manjadas que as editoras enviam para o escritor após um tempo que recebeu o original para avaliação. Tenho pra mim que eles nem se dão ao trabalho de ler. Ávidos que estão por publicar Best Sellers traduzidos. Aqui nesse país, se você quer exercer essa profissão dignamente, como dizia a canção juvenil: “Você tem que rebolar…rebolar…rebolar”.
Coloquei o titulo desse post: Era digital, pois aqui, justamente nessa data, que a coisa muda de figura. Com a era digital, os escritores, artistas, ganham uma carta de alforria. Ninguém na verdade tem mais a necessidade de ficar, feito mendigo, pedindo para que o livro seja lido. Quem o faz agora, e é o que importa, é justamente o todo poderoso leitor. Se gostar, ótimo, se não, paciência, quem sabe no próximo livro o escritor melhore suas “qualidades literárias” e agrade o querido leitor.
Hoje de manhã, abri o link: http://www.amazon.com.br/s/ref=nb_sb_noss?url=search-alias%3Ddigital-text&field-keywords=ivan+lacerda e vejo parte de minhas obras disponíveis para venda. O mundo, agora tem acesso. Quem sabe, um sujeito de Miracema do Norte, que, aliás, mudou de nome, queira conhecer a história de Arlindo Orlando. Se ele desejar, agora ele pode. Mas o que me faz mais feliz com tudo isso, é que tive que aprender a fazer o E-book. Estudei muito. Hoje, bem ou mal, com erros e acertos, vejo que tirei da frente às barreiras, ou pedras, que se interpunham entre mim e você meu amigo leitor. Salvo a ajuda de algum amigo fotógrafo, ilustrador ou revisor, todas as minhas obras são 100% autopublicadas. Desde a criação da história, passando pela capa, diagramação, conversão para o formato e-book onde os leitores digitais podem acessá-los (e-pub, Mobi, etc). Cuido também do trabalho de publicá-los nos sites de venda, fazer a divulgação e o trabalho de marketing, e claro, o controle das vendas. Não é à toa, que passei a usar a minha assinatura nas capas. Se eu vou atingir o patamar dos famosos escritores internacionais, só Deus é que sabe, mas isso é o de menos, o que realmente importa são o prazer e alegria da realização pessoal. Torço para que vocês possam também ter um dia em suas vidas esse momento de alegria e realização como estou tendo hoje.
O melhor de tudo isso é que sentado onde estou aqui agora, eu posso me conectar a você. E faço isso exaustivamente todos os dias com um único intuito, entrar na sua corrente sanguínea e atingir o seu coração.
Um grande abraço a todos.

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