Lançamento com muita chuva e escuridão

Lançamento com muita chuva e escuridão

Após lançamento do meu último romance Companheira Solidão, tenho recebido diversos emails, ligações e presenciado situações que tem me deixado muito feliz com o resultado desse trabalho. Algumas perguntas são frequentes, como deve ser para todo escritor. Em quem me inspirei, Se é muito difícil publicar um livro, como fiz pra divulgá-lo, como é que eu arranjo tempo para escrever, sendo consultor de marketing, palestrante, empresário, pai (com duas filhas para educar), marido, cuidar das plantas, fotografar, caminhar 8km todos os dias e brincar com a Nina a minha cachorra. Enfim, criei esse espaço para tratar desses temas também, mais adiante em outros textos eu vou tentar responder.

No momento, queria aproveitar esse espaço para agradecer a todos que estiveram presentes no lançamento, na Livraria Sobrado, aliás, eleita a livraria mais charmosa de São Paulo pela Revista Época. Veja as fotos nohttp://www.flickr.com/photos/ivanlacerda . Sei que muitos não puderam ir devido aos compromissos de final de ano, ou ficaram presos no trânsito, afinal, foi uma chuva daquelas de lavar a alma, como diz a bisavó de minhas filhas: “chuva derramada”. Os heróis da resistência que conseguiram chegar ao local, se surpreenderam com a livraria decorada à luz de velas. Chegaram a pensar que foi idéia minha. Coisa de publicitário. Mas devo admitir que foi algo sui generis, talvez tenha sido inédito, pelo menos comigo foi, com a livraria foi e todos os convidados comentaram o mesmo. (gostaria de saber se já aconteceu algo parecido com vocês). A palavra solidão invariavelmente nos remete ao escuro, ao ambiente de penumbra, ao sentimento de medo. Para quem já tinha lido o original de Companheira Solidão, sentiu que aquela escuridão possuía alguma energia especial. A impressão que o Natan Castro estava também circulando no lançamento, afinal, o personagem viveu boa parte do livro na penumbra. Se tivesse sido caso pensado, tenho certeza que o Luis Rossi, (sócio da Livraria Sobrado) não iria aceitar. Mas chego à conclusão que era assim que tinha que ser.

Bem, sem querer “lamber a cria”, eu recomendo Companheira Solidão. Para quem já leu, espero que o livro tenha cumprido o seu papel. O de fazer repensar o que de fato nos faz feliz. Valorizar a simplicidade das coisas ao nosso redor. Veja bem, nada contra livros de auto-ajuda, eu escrevo ficção, mas pelo que pude notar com os comentários, e era essa a minha intenção, tenho certeza que quem conseguiu aturar o autor e chegar ao final, quem mergulhou na trama e se transportou para o cenário e a vida de Natan Castro, não é mais a mesma pessoa. Assim como eu também me transformei depois que coloquei a última palavra no romance. FIM.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *