Novo Caminho

Novo Caminho

Sempre fui muito receptivo às novas tecnologias. Em 1985, no meu primeiro emprego, ainda menino, com meus 15 anos, fui apresentado ao primeiro computador, um terminal IBM daqueles que o cursor ficava pulando de campo, meio que tirando um sarro por eu ser lerdo na digitação. Para minha surpresa, meses depois caiu em minha mesa um PC, tela verde, com um softwareFramework instalado. Aquilo foi fantástico. Vi um universo abrindo-se à minha frente, pois além de aposentar o tal dinossauro da IBM, deixaria de usar a máquina de escrever eletrônica, com as esferas Times New Roman. Passaria a digitar minhas primeiras poesias no moderno PC durante o almoço. Gravaria tudo num disquete flexível e poderia imprimir a qualquer tempo, quantas cópias fossem necessárias. Rapidamente cada mesa do escritório passou a ser decorada com uma máquina daquelas. Em 87, já trabalhando com projetos de usinas elétricas, barramento blindado, hidráulica e desenhando nas enormes pranchetas, onde cabiam os formatos A0, novamente fui brindado pela mãe tecnologia, com um PC386, tela 14 polegadas, colorido super VGA, com o Software Microstation. O objetivo era aposentar definitivamente a prancheta e otimizar o tempo, produzindo em horas o que normalmente levava semanas para se fazer no papel vegetal. Fiz parte da primeira turma do Brasil a trabalhar com esse software. Lembro das equipes de jornalistas fotografando a novidade. Lembro da cara de espanto dos profissionais com mais idade e resistência, que nem queriam chegar perto daquele “troço”, mas que não tiveram alternativas e anos depois foram obrigados a se envolverem com o tal troço. Bem, as coisas evoluíram, como tem que ser. Logo que iniciou a onda da Internet, lembro que para acessá-la era obrigado a ir à biblioteca da faculdade, fazer a solicitação, a mesma utilizada para o empréstimo de livro, acessar os primeiro sites e aguardar o resultado daquelas páginas sendo montadas linha a linha. Em 99, com o aumento do acesso via internet, decidi criar e manter uma página onde pudesse dar a oportunidade aos inúmeros escritores, poetas, músicos, amantes da leitura e afins, que como eu na época buscava informação, ou espaço para publicar gratuitamente seus conteúdos. Criei o Baú das Letras,

No começo, sucesso, inúmeros acessos, emails saindo pelo ladrão na minha caixa postal, uma febre de poetas querendo publicar suas obras. Mas sem a experiência necessária, eu não percebi que tinha que destinar uma boa parte do meu dia para conseguir dar vazão a enxurrada de solicitações. Na ocasião ocupava a gerência de marketing de uma multinacional, tinha acabado de ser pai, estava finalizando o livro Os filhos bastardos do presidente, já tinha publicado SOBRETUDO, livro de poesias, cujo projeto envolveu a AACDAssociação de Assistência a Criança Deficiente. Sinceramente, por mais que eu desejasse, não conseguia arrumar tempo para atender a minha comunidade de escritores. (Deixo aqui as minhas desculpas a todos que tentaram se comunicar comigo e não tiveram êxito). Não me recordo ao certo, se um ou dois anos depois, a mãe tecnologia, vendo o meu aperreio, resolveu dar uma mão e disponibilizou os chamados Blogs. Popularizou de tal forma que o Baú das Letras perdeu a sua principal funcionalidade. A democracia chegou à internet avassaladora, como um Tsunami. Claro que me senti um pouco órfão, mas sei reconhecer que boas intenções sem estrutura para se concretizá-la, não valem muito. Quero dizer, valeu sim como experiência. Em 2002 lancei o romance Passando tudo a limpo, (outra hora conto essa experiência) para os padrões brasileiros, um sucesso de vendas, pois dos 3.000 exemplares, malucamente impressos, foram comercializados mais de 1800 nas livrarias e sites, e os exemplares restantes foram vendidos durante as minhas palestras, ou uma maneira de presentear os novos amigos. Em dez/08 lancei o meu novo romance Companheira Solidão (pode ser encontrado nas melhores livrarias, mas eu indico a Livraria Sobrado. (Av. Moema 493, São Paulo (11) 5052-3540) onde fiz o lançamento.

Fiz essa introdução, esse proseado todo, para além de me apresentar aos novos amigos, dizer que agora, num período mais tranquilo (sem trema) de minha vida, onde de certa forma, administro melhor o meu tempo e a minha carreira de consultor de marketing, depois que minhas filhas já estão mais independentes, (e olha que a mais velha está com apenas 10 anos), após conseguir me conectar dignamente à internet, instalando depois de 8 anos a banda larga via rádio em casa, (esse era o único contra de se morar cercado pela Mata Atlântica ilhado da tecnologia), agora sinto-me motivado a criar esse espaço, abrir esse novo caminho de comunicação para tratar de temas como: Marketing, literatura, música, natureza, fotografia, cinema, educação dos filhos e o que der na telha. Desejo atingir os meus amigos, leitores, clientes, alunos, reencontrar os colegas que ficaram pelo caminho, e claro flertar com o intangível, pois não sei no que essa nova experiência vai dar.

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